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Crédito imobiliário e rural somam R$ 1 bi

Fonte: Jornal de Piracicaba

Com montante superior a R$ 500 milhões cada, os setores imobiliário e rural lideram os financiamentosem Piracicaba. Dadosdo Banco Central apontam que, de janeiro a abril deste ano, o saldo líquido acumulado nas mais de 50 agências bancárias do município foi de R$ 572.275.133 para os empréstimos rurais, cujo valor subiu 21,2% na comparação com o mesmo período de 2010 (R$ 472.268.659), e de R$ 546.335.521 no caso dos imobiliários, que registraram alta de 51,2% em igual intervalo — até abril do ano passado, eram R$ 361.310.685 financiados.

Na avaliação do consultorem investimentos Fulvio Renatode Assis, os aumentos são positivos e não devem ser interpretados como endividamento. “Mesmo com a alta de juros da taxa básica de juros (a Selic), observamos que os investimentos não param, devido à forte demanda interna. Isso sinaliza que o mercado está aquecido e que esses investimentos devem continuar , fomentando, assim, a economia nos mais diversos setores”, explicou. “Não se trata de uma bolha econômica, como ocorrido no mercado imobiliário do Estados Unidos. O que vemos são sinais de forte crescimento, aumento de renda da população e confiança dos credores”, afirmou Assis.

Até abril, os financiamentos gerais oferecidos pelos bancos piracicabanos somaram R$ 379.716.152, alta de 38,7% sobre os R$ 273.783.447 no mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, o coordenador do curso de ciências econômicas da Unimep (Universidade Meto- dista de Piracicaba), Valdir Iusif Dainez, alerta para o risco de inadimplência. “Quanto mais os consumidores aumentam seu endividamento, elevando o comprometimento da sua renda com o pagamento de juros, que são altíssimos, maior é o risco de inadimplência”, disse Dainez.

As facilidades em obter linhas de crédito de longo prazo e para pagamento a juros menores são os principais fatores que têm estimulado os financiamentos. No caso da produção rural, Assis ressalta o Plano Agrícola e Pecuário 2011/12, que liberou aos produtores R$ 107,2 bilhões, a contar de 1º de julho, quando começou o novo ciclo agrícola. Ovalor é o maior da história e representa aumento de 7,2% em relação aos recursos destinados à safra 2010/11.

Na visão de Dainez, porém, tais medidas anunciadas pelo governo têm sido tímidas. “Falta uma política agrícola e industrial mais efetiva, que leve em conta investimentos, por exemplo, na área de tecnologia, além de estímulos específicos para determinados setores”, pontuou.

Angelo Frias destaca crescimento da cidade

Para o diretor do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Angelo Frias Neto, o aquecimento do
mercado imobiliário é reflexo, entre outros fatores, do crescimento econômico do país e da cidade e do aumento da renda da população. “Com isso, as pessoas que alugam procuram comprar o imóvel, as que possuem um imóvel inferior almejam um melhor, formando uma cadeia positiva de compras”, disse.

Ainda de acordo com Frias, o valor da maioria dos financiamento gira em torno de R$ 130mil, que é o valor limite do programa Minha Casa, Minha Vida, outro responsável pelo aumento de financiamentos.

Empreendimentos aquecem mercado

Em franca expansão, o setor imobiliário de Piracicaba se destacou entre os que mais financiaram, com montante de R$ 546.335.521. De acordo com o delegado regional do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Carlos Masson, os novos empreendimentos impulsionaram a operação. “Além do crescimento das indústrias já instaladas aqui, a vinda de outras empresas multinacionais tem trazido novos moradores, motivando os negócios”, afirmou.

O programa federal Minha Casa Minha Vida também explica o cenário. “Até o fim de 2010 já haviam sido contratadas mais de 11 mil moradias em Piracicaba pelo programa”, informou.

Segundo Masson, alavancado pela demanda aquecida, o preço médio dos imóveis no município subiu de 20% a 40% em comparação com 2010. “No ano passado, a média variava de R$ 130mil a R$ 250mil. Hoje, já oscila entre R$ 180 mil e R$ 300 mil. Os terrenos estão mais caros por conta da escassez de locais para construção de novos empreendimentos”, informou. No total, as operações de crédito realizadas pelos bancos piracicabanos somaram R$ 3,5 bilhões até abril. (PR)

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