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Fiabci Brasil informa

Foi publicado nesta última terça-feira, 17/07, no Estadão, um artigo sobre a mais recente reunião empresarial da Fiabci/Brasil, que aconteceu em 02/07. O evento contou com a participação de diversos líderes do mercado imobiliário nacional e internacional sendo um dele, o diretor presidente da Frias Neto, Angelo Frias Neto.

Confiram no artigo que segue abaixo todas as informações da reunião.

 

A mais recente reunião empresarial da Fiabci/Brasil, que ocorreu em 02/07, trouxe para debate os resultados do Congresso Mundial da Fiabci, em São Petersburgo (Rússia), e da Missão Empresarial – Rússia, Polônia e Croácia, ambas realizadas entre os dias 12 e 27 de maio. Com a participação de diversos líderes do mercado imobiliário nacional e internacional, os dois eventos serviram para que fossem discutidas as principais tendências do mercado imobiliário mundial.

 

Em sua explanação, Flávio Gonzaga, diretor da Fiabci/ Brasil e presidente eleito da Fiabci Mundial, abordou os principais fóruns e palestras realizados durante o Congresso, com destaque para o renomado economista Hernando de Soto, presidente do Instituto para a Liberdade e Democracia (ILD). Em sua apresentação, de Soto abordou um tema há muito debatido pelo setor e de suma importância para o desenvolvimento do segmento imobiliário: direito de propriedade e sua influência no fortalecimento da economia mundial.

Segundo o economista, tanto os países desenvolvidos como os em desenvolvimento possuem entraves relacionados ao registro de propriedade. Para os primeiros, principalmente após a crise financeira de 2008, os títulos hipotecários perderam a credibilidade no mercado, tornando, em alguns casos, impossível identificar quem assumiria o risco pela hipoteca do imóvel. Já nos países em desenvolvimento, a falta de um registro formal de propriedade tornou-se um problema crônico, gerando pobreza e, em muitos locais, disputa por territórios.

 

As tendências e os desafios dos mercados de São Petersburgo (Rússia) e da Polônia foram, respectivamente, temas das apresentações de Flávio Amary, vice-presidente do Secovi-SP, e Angelo Frias, presidente da Frias Neto Consultoria de Imóveis.

Para Amary, São Petersburgo, apesar da constante modernização apresentada nas últimas décadas, ainda enfrenta grandes desafios para seu desenvolvimento. Um deles é o fato de 10% da cidade estar situada sobre canais, o que exige um estudo minucioso do subsolo tanto para a realização de reformas em imóveis antigos quanto para a construção de novos empreendimentos. Além disso, cerca de 10% do total de apartamentos da cidade (140 mil unidades) ainda são comunitários. Com isso, os imóveis de dois a sete dormitórios são ocupados, desde 1917, por mais de uma família, que devem compartilhar os mesmos banheiro e cozinha.

Por outro lado, o setor comercial de São Petersburgo tem recebido grandes investimentos. Só para shopping centers, há previsão de entrega de mais de 800 mil m² nos próximos dois anos. A aposta no retrofit de prédios antigos da região central também tem alavancado a oferta de centros comerciais.

 

Na Polônia, o mercado imobiliário está em franca expansão, sendo considerado um dos mais promissores da União Europeia e um dos poucos que não sofreram com a crise econômica que se instalou na região. Para Angelo Frias, os imóveis destinados ao turismo são a grande aposta. Somente o setor hoteleiro do país teve um crescimento de 6,5% em 2011. Já a demanda por novos escritórios continuará aquecida em 2012, principalmente pelo avanço das construções para locais fora do centro da cidade, que passaram a contar com melhores condições de infraestrutura urbana.

Por sua vez, Pedro Kassab, diretor da Fiabci/Brasil, discorreu sobre a importância da segurança jurídica para o desenvolvimento sustentável do mercado imobiliário. A previsibilidade da atuação do Estado, segundo Kassab, é condição sine qua non para que os players do setor possam planejar seus investimentos e projetos. É essencial também a criação de um arcabouço jurídico tracional, que fomente um ambiente favorável aos negócios. Por parte das empresas, para contribuir com o crescimento do setor, é importante aprimorar ainda mais a capacidade constante de gestão e inovação, assim como a de fazer escolhas assertivas e definir prioridades. Dessa forma, poder público e setor produtivo poderão trabalhar de forma conjunta em prol do desenvolvimento econômico e social do País.

FONTE: Estadão

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