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Portas abertas para bons negócios

Nos últimos 36 meses, período em que a recessão derrubou a atividade econômica no País em praticamente todos os setores, o mercado imobiliário em Campinas foi na contramão e apresentou alta de 4,3% no número de novas unidades e cresceu 13% em comercialização. Em unidades à venda houve uma redução de 12% atribuída por especialistas do setor ao congelamento dos lançamentos que ficaram à espera de uma retomada do mercado. Para Rodrigo Coelho de Souza, diretor de compra e venda do Secovi-SP em Campinas, o resultado poderia ter sido melhor e a quantidade de imóveis prontos à venda está maior do que deveria em função da crise econômica de 2015, embora tenha havido uma redução de 12% no comparativo com o estudo anterior. De acordo com ele, essa retração se deve ao menor número de lançamentos registrados desde o agravamento da crise. “Houve bem menos unidades lançadas levando-se em conta o poder econômico da cidade. A gente espera que o próximo estudo já traga uma retomada”, comenta.

Porém, revelando otimismo, ele avalia que o cenário atual passou de nebuloso a menos embaçado. “Parece que há uma luz. No momento em que forem tomadas medidas de ajuste fiscal, como o teto de gastos públicos e a reforma da Previdência, começará a melhorar. Estamos nos preparando para a retomada e prevendo um aumento nas vendas já neste terceiro trimestre deste ano que deve superar o que foi negociado durante todo o ano de 2016. Já notamos uma melhora no mês passado”, afirma.

Souza frisa que o momento está ideal para a compra pois os preços estão estáveis, com grande oferta, mas podem subir novamente no ano que vem. Porém, ressalta que demanda para imóveis não falta, mas a negociação esbarra na rigidez dos bancos em aprovar as cartas de crédito. “O crédito voltará a crescer quando a taxa de juros cair e o desemprego for estancado. A nossa expectativa é de que a taxa caia para 12% no final de 2017″, destaca. Conforme ele, cada vez que a taxa de juros cai, há reflexos nos bancos e aumentam os financiamentos”, destaca. Enquanto o mercado não deslancha de vez, a comercialização fica por conta das unidades prontas e ainda na planta.

Os dados do mercado correspondem ao período de julho de 2013 a junho de 2016 e foram apurados pelo Estudo do Mercado Imobiliário de Campinas, levantamento realizado pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação – Secovi-SP e pela Robert Zarif Assessoria Econômica. Em unidades, a cidade registrou um total de 9.064 lançadas e 6.432 vendidas contra 8.692 lançamentos e 5.694 vendas no levantamento anterior.

O estudo foi desenvolvido com o objetivo de quantificar e medir o desempenho do mercado de imóveis residenciais novos no município. Do total de 9.064 unidades lançadas, destacam-se as de 2 dormitórios econômicos e 3 dormitórios, que juntas responderam por 58% do universo total, com 2.638 unidades cada. Em seguida, vieram os imóveis de 2 dormitórios (2.179), 1 dormitório (1.136), 4 dormitórios (450) e 1 dormitório econômico (23). Dos 6.432 imóveis comercializados nos 36 meses analisados, a participação dos segmentos de 3 dormitórios (1.886 unidades) e 2 dormitórios econômicos (1.802 unidades) totalizou 57%. A maior parte dos lançamentos (29%) e das vendas (28%) esteve concentrada entre os imóveis com valores de até R$ 215 mil.

Preço médio

Com Valor Global de Vendas (VGV) de imóveis residenciais de R$ 2,839 bilhões, no período de julho de 2013 a junho de 2016, o preço médio total no período foi de R$ 532.786,00. O destaque ficou por conta dos imóveis de 3 dormitórios, que responderam por R$ 1,078 bilhão do total, seguidos por unidades de 2 dormitórios (R$ 640 milhões), 4 dormitórios (R$ 428 milhões), 1 dormitório (R$ 385 milhões), 2 dormitórios econômicos (R$ 317 milhões) e 1 dormitório econômico (R$ 2 milhões).

Com relação ao preço, as unidades de 1 dormitório econômico têm valor médio de R$ 159.159,00; as de 2 dormitórios econômico, R$ 177.712,00; as de 2 dormitórios, R$ 420.136,00; as de 3 dormitórios, R$ 587.291,00; e as de 4 dormitórios, R$ 1.370.882,00. Considerando o preço médio por m², os valores são: R$ 8.903,00 (1 dormitório), R$ 3.757,00 (1 dormitório econômico), R$ 6.790 (2 dormitórios), R$ 3.836,00 (2 dormitórios econômicos), R$ 6.866,00 (3 dormitórios) e R$ 8.284,00 (4 dormitórios).

Se descontado o total de unidades vendidas (6.432) do montante lançado no período de 36 meses (9.064), a oferta final em Campinas é de 2.632 imóveis. Do universo atual, 836 unidades são de 2 dormitórios econômicos, 752 unidades de 3 dormitórios, 650 unidades de 2 dormitórios, 268 unidades de 1 dormitório, 115 de unidades de 4 dormitórios e 11 unidades de 1 dormitório econômico.

O destaque ficou por conta dos imóveis de 3 dormitórios, que responderam por R$ 1,078 bilhão do total, seguidos por unidades de 2 dormitórios (R$ 640 milhões), 4 dormitórios (R$ 428 milhões), 1 dormitório (R$ 385 milhões), 2 dormitórios econômicos (R$ 317 milhões) e 1 dormitório econômico (R$ 2 milhões).

Lotes aprovados

Os loteamentos também estão contemplados no estudo, a partir do levantamento do número de projetos aprovados no Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo) nos últimos anos. Em 2015, foram protocolados 688 projetos de loteamentos no Estado de São Paulo, ante os 697 formalizados no ano anterior. Campinas teve dois projetos aprovados no Graprohab no ano passado, totalizando sete loteamentos previstos.

Em 2014, foram seis aprovações na cidade, com 767 lotes programados. “O crescimento dos lançamentos e das vendas em Campinas, mesmo num período de dificuldades econômicas no País, demonstra a importância do mercado imobiliário local e comprova as grandes oportunidades de negócios oferecidas pelo setor na cidade. Quem investir por aqui tem, no futuro, a expectativa de alta valorização”, comenta Fuad Jorge Cury, diretor regional do Secovi em Campinas.

Fonte: Correio Popular

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