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Piracicaba sedia evento imobiliário para corretores

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O presidente da Fenaci (Federação Nacional dos Corretores de Imóveis), Joaquim Ribeiro, ministrou palestra ontem na Acipi (Associação Comercial e Indústria de Piracicaba) sobre as novas relações entre imobiliária e corretores após a lei do corretor associado. Piracicaba possui 1.200 corretores de imóveis, segundo o conselheiro representante de Piracicaba na regional do Secovi (Sindicato da Habitação) em Campinas, Angelo Frias Neto.

Para Ribeiro, a nova lei – aprovada em janeiro deste ano -, é um ganho para os corretores de imóveis. “O corretor pode se legalizar e pagar uma tributação mais justa, além de ter os benefícios. Ele passa a enquadrar-se no regime tributário do Simples Nacional”, afirmou.

A MP (Medida Provisória) 656, transformada na Lei nº 13.097, trará dentre várias diretrizes, do regime de trabalho do corretor de imóveis, que poderá operar em sistema de associação com as imobiliárias.

A partir da nova lei, os corretores podem se associar a imobiliárias, mantendo sua autonomia profissional, sem que fique configurado qualquer vínculo, inclusive empregatício ou previdenciário. A associação deverá ser realizada por meio de contrato específico, registrado no Sindicato dos Corretores de Imóveis.

“O corretor pode associar-se a uma ou mais imobiliárias ou ser seletista (contratado) ou autônomo. A regulamentação das relações entre imobiliária e corretor é um ganho para ambas as partes e para o mercado também”, disse.

Na opinião do advogado da Frias Neto Consultoria de Imóveis, Euclydes José Marchi Mendonça, o corretor sempre atuou como um autônomo, mas faltava a regulamentação na lei. “Essa lei traz benefícios para a profissão de corretor, que passa a ser vista de uma melhor forma. O corretor inclusive passa a ter amparo de entidades sindicais, benefícios sociais”, relatou.

Segundo Ribeiro, existem 300 mil corretores no Brasil e 69% da classe têm nível superior. “O corretor precisa ter conhecimento de matemática, financiamentos, leis, economia, ou seja, ele precisa ser uma pessoa que investe em sua capacitação. E isso só acontece se ele sentir-se valorizado como profissional. O corretor é responsável pela venda que faz, tem que zelar pelo cliente”, disse.

FISCALIZAÇÃO – O presidente da Fenaci (Federação Nacional dos Corretores de Imóveis), Joaquim Ribeiro, enviou ontem um ofício ao presidente do Banco Central, Alexandre Trombini, e também à presidente Dilma Rousseff (PT), solicitando mais rigor na fiscalização do cumprimento, pelos bancos privados, da portaria que determina que os bancos destinem 65% do saldo da poupança ao crédito imobiliário.

De acordo com Ribeiro, para que o mercado imobiliário continue ativo diante do atual cenário econômico, os bancos privados têm obrigação social de contribuir para que os financiamentos continuem. “Até 2022, o Brasil terá que gerar 1,5 milhão de imóveis por ano para atender a demanda. Os bancos privados têm que ajudar o mercado imobiliário em tempos de crise”, afirmou.

Texto: Stefanie Archilli
Foto: M. Germano/JP
*Matéria publicada no Jornal de Piracicaba, dia 08 de maio de 2015.

 

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