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Até o final do ano, mais de R$ 330 milhões serão injetados na economia piracicabana

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JULIANA FRANCO | Gazeta de Piracicaba

O 13º salário deve injetar R$ 336,6 milhões na economia de Piracicaba, de acordo com o coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos do curso de Ciências Econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Francisco Constantino Crocomo. O valor representa 4% do PIB (Produto Interno Bruto) da cidade. A estatística leva em consideração informações do Ministério do Trabalho que aponta 136 mil trabalhadores formais com salário médio de R$ 2.475,00.

Neste ano, o valor é 10% maior se comparado ao que foi inserido no sistema econômico em 2012. “Devemos considerar que 4% do aumento é representado pelo crescimento de trabalhadores no mercado de trabalho do município e os outros 6% por conta dos reajustes salariais”, diz Crocomo.

Mas, antes de sair gastando o salário extra, os trabalhadores precisam ficar atentos para fazer bom uso do dinheiro. Segundo o especialista, o 13º salário – que tem uma parcela depositada em 30 de novembro e a outra em 20 de dezembro – deve ser encarado como uma renda adicional para cobrir o excesso de gastos do final do ano é pagar dívidas. Portanto, é preciso ser parcimonioso e não abusar.

“É bom ressaltar que nesses valores não estão incluídos o pagamento do 13º dos aposen- tados e pensionistas, o que eleva ainda mais esta entrada de recursos. Com este dinheiro, cada pessoa deve planejar o uso sempre pesando em saldar suas prestações”, afirma o economista.

E esta é a opção do cozinheiro, Adriano Miguel, 30 anos, e da garçonete, Jucilene da Silva Santos, 26 anos. “Com o pagamento do 13º vou acertar minha vida financeira e quitar as contas”, afirma Jucilene.
”Eu vou pagar o meu carro, acertar a documentação”, revela Miguel.
O especialista Francisco Crocomo também faz um alerta aos consumidores, já que no início do ano existem várias contas para pagar, como matrícula de escola, material escolar, IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

COMÉRCIO

O comércio deve se beneficiar de parte dos mais de R$ 330 milhões e realizar boas vendas. Fato, que segundo Crocomo, ajuda a manter o saldo positivo de emprego e movimentar a economia local. “Não podemos esquecer que a realização de gastos garante salários, não só no comércio, mas nos outros setores e segmentos da economia relacionados”.

O aposentado Mauro Paulo de Souza, 66 anos, é um dos consumidores que vai contribuir para as vendas do varejo. Com o 13º salário ele vai comprar um jogo de sofá e um guarda-roupa. “Quando pagamos à vista, conseguimos negociar e o desconto é maior. Sempre espero o fim de ano para comprar o que preciso, assim, vivo sem dívidas os 12 meses do próximo ano”, afirma.

Apesar dos pagamentos de dívidas e gastos de fim de ano representar maior dinâmica para a economia local, Crocomo explica que nem todo o recurso ficará em Piracicaba. “Há muitas pessoas com dividas em outras localidades. Entretanto, a maior parte deste montante deve voltar para o sistema econômico local”, assegura.

Agora, a pessoa precavida, que já separou o dinheiro para arcar com os gastos de início do ano e não possui dívidas, pode usar o salário para formar uma poupança. É uma forma de garantir um futuro melhor e uma condição de consumo melhor. Manter uma economia permite sobreviver em momentos de crise.

Gazeta de Piracicaba | 30.10.2013

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