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Investir na casa própria antes dos 30 tem se tornado cada vez mais comum e a escolha pelo tipo de imóvel varia de acordo com a necessidade do comprador

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Por Caroline Ribeiro | Jornal de Piracicaba

A valorização dos imóveis tem sido intensa nos últimos anos e, além de atrair famílias que queiram se mudar para uma nova casa ou investidores que procuram lucrar através de uma boa compra, jovens têm, cada vez mais, se interessado por entrar para as estatísticas como novos proprietários de imóveis. A dúvida, no entanto, recai sobre a idade ideal para que uma possível compra seja feita: é vantajoso adquirir um imóvel antes dos 30 anos?

Para o consultor econômico Múcio Zacharias, sim. Ele explica que o planejamento financeiro de se comprar uma casa própria ou qualquer outro bem, deve acontecer o mais cedo possível. Dentro das possibilidades, o comprador em questão pode optar por financiamento, consórcio imobiliário ou planejar sua compra por meio de poupança. “O importante é planejar o futuro e aproveitar as boas taxas oferecidas atualmente.”

Conforme Zacharias, a valorização dos imóveis se torna nítida ao realizar um comparativo entre os últimos seis anos. “Podemos perceber que a valorização, já descontada a inflação do período, foi de 158,5% de janeiro de 2008 ao mesmo período de 2014, ou seja, uma média líquida mensal de 1,32%. Nos últimos meses, essa média diminuiu para 0,69%. Uma diminuição considerável, mas ainda muito atraente”, explicou.

Outro questionamento bastante comum se dá pelo tipo de compra a ser feita. Para um jovem, casa, terreno ou apartamento podem ser vantajosos e a escolha deve variar de acordo com a necessidade do comprador. “A meu ver, o terreno é um ótimo investimento, já que retorna vantagens pois, usualmente, tem o menor custo e também pode ser aproveitado (com mais liquidez) na venda futura e para projetos da tão sonhada casa própria. Também verifico a alta valorização do bem e seu menor investimento inicial”, destacou o consultor.

Seja qual for a escolha, o importante é não transformar o ato em algo obrigatório. De acordo com Ivens de Oliveira, professor do curso de Ciências Econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), esse momento de reflexão antes da aquisição deve se basear no principal objetivo que o possível comprador esteja traçando. “Se a pessoa está pensando em se casar e constituir família, a importância de se ter seu próprio imóvel é muito grande. Neste caso, muitos acabam recorrendo aos financiamentos por conta da necessidade de ter seu próprio lar o mais rápido possível. Para quem não tem esse objetivo, no entanto, a compra de um imóvel antes dos 30 anos não deve se tornar uma exigência, uma vez que essa fase da vida pode proporcionar ao jovem inúmeras experiências pessoais e profissionais, como viagens e estudos, possibilitando uma renda mais alta no futuro.”

Acumular recursos para adquirir bens, ainda de acordo com Oliveira, é algo que se deve começar cedo, independente da idade. “Poupando desde cedo, o jovem terá boa quantia para dar entrada em um financiamento, futuramente. Sem filhos e família, os gastos são reduzidos e, a falta deste compromisso, possibilita que ele consiga quitar o imóvel cada vez mais rápido. O tipo de imóvel e seu padrão, vale lembrar, têm de ser escolhidos de acordo com as necessidades do comprador e suas possibilidades de pagamento, para que o compromisso possa ser honrado”, ressaltou.

Jornal de Piracicaba | 24.03.2014

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