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Nº de apartamentos cresce 47% em 10 anos, diz IBGE

Fonte: EPTV.com

Instituto aponta ainda aumento de casas ocupadas quando comparados os dois últimos censos

O número de apartamentos ocupados em Piracicaba cresceu 47% em dez anos, segundo dados dos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As unidades registradas em Piracicaba saltaram de 8.670, em 2000, para 12.737 dez anos depois. Apesar da mudança na escolha de moradia da população, grande parte ainda resideem casas. Aescolha tem sido facilitada pelo processo de verticalização da cidade, intensificado a partir de 2005.

Para o professor Dirceu Rother Junior, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), são vários os fatores responsáveis por esta mudança de comportamento da população: segurança, manutenção da casa e questões fundiárias. “Além de estar difícil encontrar grandes lotes, houve aumento do número de condomínios verticais na cidade, principalmente o de dois dormitórios”, declarou.

Outro motivo para a ocupação de apartamentos, segundo o professor, é que hoje está mais difícil para se manter uma casa. “As famílias estão procurando um lugar menor e mais fácil para a manutenção. É mais difícil manter um jardim ou uma empregada diariamente para cuidar dele”, disse Rother Junior. O número de casas ocupadas aumentou 17% no mesmo período, alta de 13,9 mil unidades ocupadas, saindo dos 83,5 mil unidades para 97,5 mil.

Para Angelo Frias Neto, diretor do Sindicato da Habitação (Secovi), regional Piracicaba, este crescimento tanto de apartamentos quanto de casas refere-se a novas unidades. “A cidade tinha parado quanto à verticalização no início da década, mas vem tendo um impulso forte nos últimos seis anos”, disse. A procura por apartamentos, segundo ele, ocorre por jovens casais devido ao aumento do poder econômico e por idosos.

Plano Diretor

Outro fator para esta mudança, segundo Rother Junior, é que o Plano Diretor de Piracicaba tem facilitado a verticalização – processo urbanístico que ocorre em metrópoles e consiste na construção de grandes e inúmeros edifícios. “Ele foi revisado em 2006 e vem sofrendo a revisão de alguns artigos, como em2009”, afirmou o docente da Unimep que também é professor da Faculdade de Gestão e Negócios na mesma universidade.

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