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No ranking do PIB, Piracicaba é a 50ª cidade que mais gera riqueza ao país

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Piracicaba foi a 50ª cidade que mais gerou riqueza para o país em 2011. O município, segundo o IBGE, registrou participação de 0,28% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional ao adicionar R$ 11,56 bilhões na economia brasileira. O valor é 5,82% maior que o registrado em 2010, quando o PIB municipal ficou em R$10,92 bilhões.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos em um determinado local. Em 2011, Piracicaba cresceu menos que em 2010, quando houve aumento de 13,83% do PIB municipal em relação a 2009. Além disso, em 2011, Piracicaba também cresceu menos que o Estado de São Paulo (8,16%) e que o Brasil (9,9%).

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tarcisio Mascarim, a retração no crescimento aconteceu por conta da estagnação do setor sucroenergético. “Piracicaba tem 40% de sua economia voltada para esse setor. Tivemos um bom índice de crescimento em 2011, mas o PIB poderia estar maior se o setor sucroenergético estivesse crescendo como em 2007. É preciso que o governo federal retome os investimentos nesse ramo, caso contrário, os produtores da cana-de-açúcar vão continuar fechando as portas”, relatou.

A crise no setor sucroalcooleiro ocorre porque o governo federal congelou o preço da gasolina e isso faz com que o preço do etanol também fique estagnado, já que, se o valor do litro do etanol representar mais de 70% do valor da gasolina, o produto não compensa para o consumidor. Além disso, os produtores também mecanizaram a colheita da cana e, com isso, aumentaram seus custos. Aliados, a estagnação do preço do etanol e o aumento do custo dos produtores fazem com que a indústria sucroenergética fature menos.

“Mesmo que o crescimento do PIB de 2011 tenha sido menor que o crescimento do PIB em 2010, ainda houve crescimento. Ocorre que, pontualmente, neste período, a economia de Piracicaba não cresceu mais que o Estado e o Brasil e algumas outras localidades. É normal termos variação de crescimento, mas, no geral, espera-se que a cidade cresça em maior proporção que o agregado brasileiro. A grande participação em commodities, como açúcar, etanol, bem como a indústria metal-mecânica, com grande potencial no mercado exterior, podem ter sido afetados pela crise mundial. Porém, o PIB piracicabano fica entre os 50 maiores PIBs do país. É importante crescer sustentadamente e o fundamental é que Piracicaba tem forte dinâmica em sua economia e ainda está agregando o setor automotivo”, disse o coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos do curso de ciências econômicas da Unimep, professor Francisco Crócomo.

A expectativa é que o PIB municipal seja “compensado” nos próximos anos pela instalação da indústria automobilística na cidade, porque diversifica a economia piracicabana.

Jornal de Piracicaba | 18.12.2013

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