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Piracicaba é destaque em consumo

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O potencial de consumo dos piracicabanos deve atingir a cifra de R$ 10,3 bilhões no decorrer de 2015, apontou levantamento feito pela consultoria IPC Marketing. O poder aquisitivo da população é cerca de R$ 1,2 bilhão maior que o registrado no ano passado e se firma como o 12º maior do Estado de São Paulo e o 46º maior do país. Os dados, divulgados nesta terça-feira (28/04), estão baseados em informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e consideram a dinâmica econômica da cidade.

Assim como a tendência verificada nos principais municípios brasileiros, é a classe B que movimentará fortemente a economia piracicabana, respondendo pela maior fatia do consumo na cidade. As famílias concentradas nessa classe, que possuem renda média entre R$ 8.695 e R$ 4.427, têm potencial estimado em R$ 5,2 bilhões — praticamente a metade de todo o poder aquisitivo esperado para a cidade.

Já a classe C, que concentra 51% da população piracicabana, movimentará algo em torno de R$ 3,4 bilhões em consumo. As famílias da classe A devem adquirir em torno de R$ 1,2 bilhão em produtos e serviços, enquanto as famílias das classes D e E terão movimentação de R$ 330 milhões aproximadamente. E serão os gastos básicos, como a manutenção do lar, que mais consumirão recursos dos piracicabanos. Dos mais de R$ 10 bilhões, uma parcela de R$ 2,7 bilhões serão destinadas exclusivamente para o custeio de despesas com a casa, entre elas serviços de reparos e pagamento de aluguéis.

De forma geral, mais de R$ 1 bilhão serão voltados à compra de mantimentos para as refeições dentro de casa e uma fatia de R$ 652 milhões devem ser destinadas à alimentação fora de casa. Mas também haverá uma boa destinação de recursos para o consumo de novos equipamentos, produtos e serviços. O investimento para a compra de eletrodomésticos e dispositivos eletrônicos, por exemplo, deve chegar a R$ 233 milhões ao longo do ano. Os piracicabanos devem empregar ainda R$ 301 milhões para a aquisição de roupas e R$ 134 milhões para calçados.

O setor de higiene e cuidados pessoais terá movimentação aproximada de R$ 207,5 milhões e o lazer, considerando viagens, recreação e cultura, somarão cerca de R$ 300 milhões.

O professor de ciências econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Ivens de Oliveira, afirma que o potencial de consumo dos piracicabanos é bastante representativo e aumentou apesar do delicado cenário econômico atual graças à diversidade econômica da cidade. “Piracicaba tem uma economia muito variada, temos presença de vários segmentos da indústria, um potencial exportador muito bom, e isso tudo contribui para geração de emprego, renda e, consequentemente, do consumo”, disse. Ele comenta que os resultados também são um importante indicador de mercado, pois norteiam e também atraem novos investimentos para a cidade.

Na prática, o consumidor sente mesmo que a manutenção do lar e os custos da alimentação são os que mais pesam no orçamento familiar.

A fisioterapeuta Márcia Barrichelo, 35 anos, confirma que os recursos para manter a casa são os mais representativos e citou que prefere fazer as refeições dentro de casa. “Gostamos de sair, passear com a família, mas seguro um pouco nos gastos com alimentação fora de casa”, disse.

Texto: Danielle Gaioto
Foto: Isabela Borghese/JP
*Matéria publicada no Jornal de Piracicaba, dia 29 de abril de 2015.

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