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Selo verde

A Construtora Adolpho Lindenberg, a grife do mercado imobiliário, logo deixará em Piracicaba a sua marca: dois projetos de alto padrão. Apresentamos a vocês a revista Lindenberg & Life, que concretiza o conceito de sofisticação e inspiração de seus projetos, com a matéria “Selo Verde”.

Fonte: Lindenberg & Life 37

Cresce vertiginosamente o número de edifícios comerciais com selo de certificação sustentável, uma nova postura da arquitetura que gera economia para todos: ao condomínio, ao bolso e ao planeta Por RENATA GALLO

Hora do almoço para os funcionários do Bank of America: pausa no parque particular

Você chega ao trabalho, estaciona sua bicicleta na garagem e, depois de entrar em um elevador de alta velocidade, está na sua mesa, no 40º andar, trabalhando sob a luz do dia. Não, não se trata de ficção, mas da realidade dos funcionários de prédios como o30 StMary Axe, em Londres, ou do Bank of America Tower,em Nova York. Emcomum, além de terem modificado o skyline das duas cidades, os dois empreendimentos têm o maior selo de certificação sustentável. da escolha do terreno, da definição do projeto até a instalação da última lâmpada tudo foi pensando para causar o menor impacto possível ao meio ambiente.

A torre de captação de energia solar que fica no topo do Bank of America Tower, em Manhattan, já indica sua vocação sustentável. Em sua construção, grande parte do material utilizado veio de fontes recicladas ou de locais situados até50 quilômetrosde Nova York. O aço da estrutura foi feito com 87% de material reciclado, assim como o concreto, que foi produzido com cimento contendo 45% de material reciclado. Quase todo o resíduo da obra, cerca de 90%, foi reutilizado ou desviado dos aterros.

Se em 20 anos, de 1986 a 2006, apenas 500 empreendimentos no mundo eram considerados ecologicamente corretos, hoje esse número é 200 vezes maior. São mais de 100 mil edifícios comerciais e quase um milhão de residências. “No Brasil existem 255 edifícios em processo de certificação, incluindo os estádios de futebol que estão sendo construídos para a Copa de 2014”, diz Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council (GBC) Brasil, organização presente em mais de 100 países, responsável por emitir um dos principais certificados verdes, o LEEd (Leadership in Energy Environmental).

São edifícios que farão o reuso de águas pluviais economizando milhares de litros de água potável em descargas e irrigação e terão elevadores de alta eficiência com frenagem degenerativa, um sistema que transfere a energia dissipada na descida de um elevador para outro que está subindo. Outra tecnologia que estará presente é o sistema automatizado de persianas que, conforme a incidência solar, faz com que as cortinas roll-on se abram ou se fechem para economizar o uso do ar-condicionado, e possivelmente, um sistema de automação que permitirá que as janelas de todos os andares se abram para resfriar o edifício no período noturno e também em casos de incêndio, para facilitar a entrada de ar e a extração da fumaça.

“Os ganhos de um edifício certificado são diversos. Redução de 30% a 50% no consumo da água, 30% menos de energia e uma redução de custo operacional de cerca de 8%”, enumera Casado. Para ganhar o selo LEEd, explica ele, é preciso pontuar em diversas categorias, como eficiência energética, uso racional da água, inovações e tecnologia.

Um mínimo de sustentabilidade

• Uso de lâmpadas de led

• Bacias sanitárias com caixas acopladas

• Sistema de descarga dual flush (6 ou3 litrospor fluxo)

• Captação da água de chuva para irrigação e descargas

• Tratamento e reuso de águas cinzas (chuveiros, lavabos, pias de cozinha)

• Telhados verde

Utilizar fontes alternativas de energia é um dos tópicos principais. Hoje, a energia solar é usada tanto para aquecer a água como para gerar energia elétrica. Em muitos países da Europa, o governo subsidia a compra de geradores de energia. Se é produzida energia além da necessidade daquele imóvel é possível vender o excedente ao governo – e, melhor, receber por isso. “Nos EUA, as grandes indústrias alugam a área de  cobertura para a instalação desse tipo de equipamento para gerar energia e dinheiro”, completa o gerente técnico do Green Building Council. Outra fonte de energia renovável é a eólica, já usada em alguns estabelecimentos no Brasil, principalmente no Nordeste.

O custo inicial da obra de um green building ainda é maior, de 1% a 7%, mas esse número vem decrescendo consideravelmente. “Em 2006, quando uma agência do banco Real instalou o sistema de energia fotovoltaica, o custo foi de cerca de R$ 60 mil. O mesmo sistema hoje custa cerca de R$ 11 mil, com payback de5 a8 anos”, lembra Casado. Segundo ele, paga-se mais caro para construir, mas a valorização do imóvel para locação e venda é de 10% a 15% e a taxa de condomínio tende a ser menor.

Para ajudar na preservação do meio ambiente, no entanto, não é necessário ter um imóvel 100% verde. “Não é preciso gerar 100% de energia, se gerar 10% já ajuda bastante”, explica Casado. Medidas como o uso de lâmpadas de led, mais econômicas, e de bacias sanitárias com caixas acopladas são formas simples de economizar energia e água. Mas, fundamental é a eficiência do projeto arquitetônico do imóvel. “Um bom arquiteto faz projetos sustentáveis pelo próprio projeto: pé-direito alto e amplas janelas significam maior área de ventilação e iluminação e, consequentemente, economia de energia elétrica”, completa.

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